Pesquisar este blog

domingo, 14 de janeiro de 2007

Chinaglia presidente da Câmara:o primeiro passo da anistia a José Dirceu

Abertamente, o exchefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu (PT-SP) decidiu pôr todas as fichas na candidatura do líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PTSP), para a presidência da Câmara.

Em notas agressivas em seu blog, contatos com parlamentares ou em entrevistas, a ação de Dirceu passou a ser tão ostensiva que já causa constrangimento à coordenação da campanha e incomoda o próprio Chinaglia, que é carimbado pela oposição como “o candidato do chefe do esquema do mensalão”.

Nas últimas duas semanas, Dirceu telefonou insistentemente para deputados petistas e de outros partidos da base para pedir votos para Chinaglia.

Há uma semana, viajou para Lisboa para tentar conquistar novos clientes para seu escritório de consultoria, como revelou a amigos. Porém, mesmo assim, não deixou a campanha e manteve contatos telefônicos para cuidar das articulações no Brasil. A face mais visível da atuação de Dirceu passou a ser seu blog. Na semana passada, postou uma mensagem afirmando que a candidatura de Chinaglia estava consolidada e antecipou o apoio do PSDB.

Em contatos com aliados, Dirceu tem provocado desconforto pela contundência de suas cobranças. No PT, tem aconselhado com freqüência Chinaglia. Também esteve à frente do acordo com o PMDB.

E avalizou a operação petista que trocou os votos da Assembléia Legislativa de São Paulo para o governador José Serra (PSDB) pelo apoio na Câmara.

Chinaglia confirmou a atuação de Dirceu, mas procurou minimizar sua participação.

— O PT inteiro está apoiando a minha campanha, inclusive o Dirceu. Querem que eu peça para o Dirceu não fazer campanha? Como posso fazer isso? — disse Chinaglia.

Procurado pelo GLOBO na sexta-feira, Dirceu não retornou ao pedido de entrevista.

Um comentário:

Stella disse...

como se vê o rei não abriu mão da companhia de seus companheiros mais íntimos, assim sendo tudo continuará exatamente igual, principalmente a complacência popular