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quarta-feira, 25 de abril de 2007

Henry Sobel e o laudo do comunista Herzog

“HERZOG E AS GRAVATAS”

Por Themístocles de Castro e Silva (jornalista e advogado).

Uma das infâmias que a esquerda joga contra o Exército é a de que o jornalista Wladimir Herzog foi assassinado nas suas dependências, em São Paulo, em 1975. Dois médicos legistas, Harry Shibata e Arildo Viana, atestaram oficialmente “ausência de sinais de violência em toda a extensão do tegumento craniano”, confirmando que Wlado se suicidara.

No dia 24.10.04, a viúva do jornalista, Clarice Herzog, concedeu entrevista ao “Estadão”, quando, interrogada sobre o que disseram os lavadores do corpo, respondeu:

- “Não sei... Pergunte ao rabino Henry Sobel. Ele pode responder.”

Sobel foi o primeiro a contestar a tese de suicídio, determinando que Wlado fosse enterrado no centro do cemitério israelita. Clarice ainda salientou:

- “Mais ou menos um mês depois do enterro, Dom Paulo Evaristo Arns me procurou. Disse-me que havia estado com a pessoa que comandou a lavagem e que o homem lhe dissera que Wlado chegara ao Eistein (hospital) muito machucado, tinha vários ossos quebrados, marcas por todo lado”.

No mesmo jornal e no mesmo dia, o rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), declarou:

- “Herzog foi banhado por cinco homens da Chevra Kadisha. Eles manusearam o corpo e viram as marcas de torturas nas costas, no peito, nas nádegas. “Rabino, o corpo está todo manchado. Deve ter apanhado demais”, me diziam ao telefone. Não havia agentes ou infiltrados no ritual do banho. Então, diante de algo que não vi, mas de quem jamais duvidei, tomei a decisão de ignorar o laudo oficial que falava em suicídio”.

Dom Paulo Evaristo Arns, por sua vez, declarou no mesmo jornal:

- “Não posso dizer quem me disse, mas sei até que o comunicado foi feito em hebraico”.

Dizia eu, comentando o assunto na época (dias 31.10 e 7.11.04):

- “Temos aí a confissão do rabino Sobel de que “diante de algo que não vi, mas de que jamais duvidei”, tomou a decisão de ignorar o laudo oficial dos médicos. E tome a espalhar que o jornalista foi assassinado pelo Exército. Um rabino estrangeiro dando palpite e lançando suspeitas sobre uma das mais sérias instituições deste País.”

Passados vários anos, sabe-se agora que tudo não passou mesmo de uma trama contra Exército. O rabino Henry Sobel, que criou todo o problema, dando-se ao luxo, sem ser médico, de contestar o laudo dos legistas, acaba de ser preso nos Estados Unidos como ladrão de gravatas. Isso mesmo, furtou cinco gravatas de loja grã-fina, na Flórida, foi preso e pagou três mil dólares de fiança para sair da cadeia.

O certo é que o rabino voltou às manchetes, não porque conversou com lavadores de corpo, mas como ladrão de gravata

.

Os dois que inventaram que o Exército matou o jornalista, Evaristo Arns e Henry Sobel, já foram punidos. O cardeal, pelo Vaticano, que reduziu em mais de dois terços a área de sua Diocese, e agora, anos depois, seu colega informante foi preso como ladrão de gravata.

Que moral tem essa gente para acusar o Exército de assassinar um modesto jornalista estrangeiro, sem qualquer influência política? Com tanto militante perigoso na época e ainda hoje, por que matar um jornalista quase desconhecido?

Registra “O Globo” (31.03.07) que “o médico da psicologia forense Guido Paloma disse que a combinação dessas drogas (Hipnol associado a depressivos) pode justificar o comportamento do rabino nos Estados Unidos”, porque “causa estreitamento de consciência, torpor e induz a pessoa a praticar algo que nunca pensou em fazer”.

Se isso é verdade, deve ser fechado o laboratório que fabrique remédio que leve o indivíduo a furtar. Com o PT no governo, com mais razão ainda...

Um comentário:

Willhame Carvalho disse...

VEJA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Herzog#mediaviewer/Ficheiro:VladimirHerzog.jpg