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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CPMF o roubo imoral explícito

Mensagem num outdoor em Joinville/SC

Amigos,

Acredito que muitos saibam que sou jornalista, mas pouco sabem que também sou tradutora, o que sempre me permitiu unir o útil ao agradável e trabalhar para algumas agência de notícias.
Ontem, excepcionalmente, tive uma experiência inusitada: fui contratada por uma multinacional para explicar a um auditor americano o que era CPMF.
Senti-me com um " Tom Cruise" no melhor de Missão Impossível!
Fiquei "apenas" quatro horas com o cidadão, que de jeito algum conseguia entender! Como dissemos que era "contribuição", ele entendeu o óbvio, menos aqui no Brasil: se é uma "contribuição", contribui quem pode e quem quer, e não poderia ser obrigatória. Aí começou a confusão: explicar que aqui no Brasil, a "contribuição" era, na verdade, um imposto obrigatório para todas as movimentações financeiras. Após muita conversa, ele entendeu que contribuição era o nome "fantasia" do imposto. Amigos, um gringo definiu muito bem! Aí, constatado que era imposto mesmo, ele pediu, imaginem, amigos, os "recibos" de recolhimento da CPMF...hehehehhe....Ora, ele tem razão: se é recolhimento de impostos, tem de ter recibo, não é mesmo!
Pois é, a aflição dos executivos e a minha era enorme, pois quanto mais explicações dávamos, mais o "poor man" ficava confuso.
Bem, no final, ante a exigência dos "recibos" de recolhimento da CPMF, sugeri aos executivos brasileiros que saíssem a caça de vários extratos bancários, de diferentes origens, para poder comprovar que os ditos recibos eram o nosso próprio extrato bancário, e pelas movimentações financeiras, o governo tinha pleno controle da arrecadação dessa "contribuição".
Após uma longa avaliação, veio sua exclamação: "Boy, how can you be stolen like that?" (cara, como vocês podem ser roubados assim?), o que gerou uma gargalhada geral, as quais deveriam ser traduzidas em lágrimas, não é mesmo?
Finalmente, ele entendeu, mas, o jovem auditor americano saiu dalí estupefato, horrorizado com a quantidade de impostos que pagamos tanto como pessoa física como jurídica! Ele e nem nós conseguimos conceber a idéia de que um imposto provisório, criado para ser aplicado em saúde e não o foi, segue na linha de mais uma prorrogação, corre o risco de se tornar permanente, e ainda é denominado "contribuição", não é verdade, amigos!
Ontem, saí daquela empresa mais forte para lutar contra essa indecência que é a CPMF. Vou entupir a caixa de e-mails desses Senadores. Vou mandar artigos, por mim escritos ou não, para todos os jornais.
Consegui mobilizar um grupo de 345 jovens universitários que irão participar do show "Tributo contra o Tributo", contra a CPMF, hoje no Vale do Anhangabaú, com início as 17:30 e promovido pela ala jovem da FIESP e outras instituições ligadas a indústria e comércio de São Paulo (cartazes e faixas, como demonstrações partidárias não serão permitidas).
Gostaria muito de estar presente, mas, infelizmente, tenho um pé ruim aqui que requer alguns cuidados...heheheh...
Bem, meus amigos, fica aqui esse depoimento bem humorado, pois acho que o bom humor pode, sim, operar milagres, hehehe! Espero que possa ser uma fonte de montivação para que todos consigam, a seu modo, lutar contra esse "câncer", que serve apenas para as negociatas espúrias do governo, enquanto a nossa saúde, infraestrutura e educação amargam os piores índices do mundo!
beijos com carinho a todos e vamos à luta!
Lígia

2 comentários:

ZEPOVO disse...

Concordo que devemos cuidar para que o Brasil tenha uma política fiscal e impostos coerentes.
Mas não devemos nos envergonhar se gringos não entendem nossas peculiaridades. Sem misturar
"alhos com bugalhos"- traduza esta!
também não consigo entender como as familias americanas mandam seus filhos para servir de alvo no Iraque e no Afganistão. E como a sociedade democrática americana tolera o ATO PATRIÓTICO.


-Obrigado pela sua visita ao meu blog.

Malbert de Brasilia disse...

O Brasil tem uma politica fiscal e impostos, que nao tem explicaçao logica. Impostos de pais escandinavo, mas sem ter os serviços "escandinavos". Impostos tao altos que obrigam à sonegar.

Enquanto posso pelo menos entender mas com reserva, os americanos com o Patriot Act, que è uma forma de reaçao ao 11 de setembro, para mim è dificil entender de como os brasileiros continuem aceitando (ou aguentando) mentiras descaradas, ladroes impunes (os que foram pegos cairam, por enquanto, fora do governo, mas continuam soltos), que roubaram de um povo que lamentavelmente ainda è composto na maioria por pessoas que vivem na miseria.