PF já admite que pode não elucidar o dossiêgate
O inquérito do dossiêgate faz aniversário de um mês neste domingo. Em reserva, a Polícia Federal e a cúpula do Ministério da Justiça admitem que ainda não dispõem de nenhuma pista capaz de conduzir à elucidação do principal mistério do caso: a origem do dinheiro que seria usado por petistas para comprar o dossiê contra políticos tucanos. Pior: reconhece-se que a dúvida pode não ser elucidada.
O delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito, é o primeiro a admitir, em privado, que convive com a incômoda hipótese de ter de concluir o inquérito sem responder à indagação central: de onde veio o dinheiro? Nesta semana, Curado enviará ao juiz Jefferson Schneider, da 2ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, ofício pedindo a prorrogação do inquérito por mais 30 dias.
"Aloprados" do dossiêgate podem ficar impunes
A Polícia Federal e o Ministério Público reconhecem sob reserva que todos os petistas envolvidos no dossiêgate podem sair ilesos do episódio se a investigação não conseguir comprovar a origem ilegal do dinheiro que seria usado na operação. Não há no código penal nenhum artigo que tipifique como ilegal a compra de documentos. Tampouco há lei prevendo punição para pessoas pilhadas com R$ 1,7 milhão de provedor desconhecido.
Mais uma vez, feitos de palhaços!
Até quando?!
"Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo."
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