- O comandante Militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, disse neste sábado que o "vazio do poder do Estado" é a maior ameaça contra a região.
Em palestra para os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Defesa, Nelson Jobim, além das cerca de 50 integrantes da comitiva que participa da visita a 20 unidades do Exército, a maior parte delas na fronteira, Heleno afirmou ainda que a questão indígena na Amazônia é um "problema de dificílima solução".
O general Heleno afirmou também que a responsabilidade da defesa nacional não é só das Forças Armadas, mas também de toda a sociedade, e disse que "é preocupante" a declaração das Nações Unidas, assinada em setembro, que recomenda a desmilitarização das terras indígenas.
"Eu me assustei. Fiquei preocupado quando vi os termos da declaração", comentou o general Heleno, ao citar ainda o artigo da declaração que permite aos povos indígenas determinar sua livre condição política. Para ele, isso poderá criar um Estado dentro do Estado.
Criticou ainda o artigo que diz que "não se desenvolverão atividades militares nas terras indígenas, a menos que se justifiquem por ameaças graves ao interesse público ou que se faça um acordo com os índios". Para ele, "o vazio demográfico e a falta do Estado são dois grandes inimigos" da segurança nacional.
O general disse que na região de São Gabriel da Cachoeira, a Polícia Federal possui apenas oito policiais federais. Disse ainda que inúmeras ONGs, em muitos casos, são "mal intencionadas e exploram os índios". O general Heleno disse que as ONGs se propõem a ocupar justamente os espaços deixados pelo Estado.
"É muita coincidência que o mapa das terras indígenas coincida com o mapa das riquezas do país", comentou o general, que pediu reflexão de todos ali presentes, entre eles ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em seguida, o general Heleno comentou a situação dos moradores da Raposa Serra do Sol, em Roraima, onde lembrou que "uma intervenção dolorosa" está prestes a ser realizada, para a retirada dos arrozeiros e entrega das terras aos índios. Depois de salientar que índios e brancos convivem pacificamente no local, há anos, o general citou que 12,93% do território brasileiro está demarcado como área indígena para 500 mil pessoas e o restante, quase 83% do território, para os demais 180 milhões de habitantes.
Para o general, "falta respaldo moral" às nações estrangeiras para quererem fazer recomendações ao País em como conservar a Amazônia. "A Europa tem 0,3% conservada. O Brasil, 70%".
Em 2008, o general espera que o Exército chegue a ter 25 mil homens na Região Amazônica. Lembrou que os postos de fronteiras estão distantes cerca de 100 quilômetros uns dos outros
"Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo."
2 comentários:
...aqui em Brasilia, fui convidado a um almoço entre diplomaticos de paises latino americano do bloco socialista. Eu me sentia um pouco fora do lugar, sendo um direitista, escravo do Imperio e explorador de massas. Tudo bem, sentado na mesa com uma serie de "aparatchik" cubanos, tentei de amenizar a conversaçao, perguntando sobre o Castro. Emfim perguntei se Ele fumava ainda os famosos charutos. Um deles, me explicou que ele parou, pois podia adoecer e entao parar o processo revolucionario. No primeiro istante, como estavamos em lugar ameno e por nada oficial, pensei que estava brincando e ri...quando vi as caras serias dos presentes. Nao, ele nao estava brincando. Essa è a diferenca substancial, os esquerdistas acreditam, tem as certezas absolutas, quase quase, contando minhas mil duvidas, tenho inveja deles...
Sim ,os caras são completamente obcecados,mas inveja é uma coisa q eu particularmente n sinto tenho dó por acreditarem nos dogmas como autômatos,como nosso amiguinho ze povo q aparece por aki,depois vai no blog dele,malbert...
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