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quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Do Cesar Giobbi, no Estadão - Antigamente, para dar um refresco ao pessoal que trabalhava na exaustiva tarefa da apuração eleitoral, o dia seguinte à eleição era feriado na Justiça. Os tempos mudaram. Agora apura-se tudo em horas sem a mão humana. Mas o feriado judicial foi mantido. Como ontem, 1º de novembro, também foi feriado para a Justiça, a maioria dos tribunais resolveu emendar. No conjunto, além dos 60 dias de férias, o Judiciário soma 20 dias de recesso no fim de ano mais 18 feriados nacionais _ que se juntam, por sua vez, aos feriados municipais e estaduais os quais eles também gozam, muitos deles emendados. No final das contas, a Justiça funciona cerca de 160 dias por ano. Nas prateleiras, esperam para ser resolvidos mais de 65 milhões de processos.
Existe país que vá para a frente assim? O Judiciário chega a folgar, no Rio de Janeiro, por exemplo, no Dia de Zumbi dos Palmares e no Dia do Advogado. Quem, no Brasil ou no mundo, tem 60 dias de férias?! Nem pré-escola tem tanta folga! O pior é que eles não se envergonham disso.