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sábado, 24 de janeiro de 2009

NÃO, MINISTRO, A ITÁLIA NÃO É NÓIS!



Na Copa do Mundo de 1982, quando a fabulosa seleção brasileira foi surpreendentemente derrotada pela Itália, a "Gazzetta dello Sport" abriu a manchete histórica e hilariante: "Il Brasile siamo noi."

Agora, além do governo, do Judiciário, da imprensa e das famílias das vítimas de Cesare Battisti, os italianos de todos os times e partidos políticos estão se sentindo comparados a uma ditadura sul-americana. Perderam o humor e estão justamente insultados porque Tarso Genro e Lula estão achando que "a Itália é nóis".

Com sua autoridade em leis italianas, nosso ministro fez um julgamento soberano e devastador do seu sistema judiciário, da justeza dos processos e das condenações, e do respeito aos direitos dos acusados. Que, ao contrário de nós, eles muito prezam e respeitam.

Pena que o nosso impetuoso humanista ignore que o crime com motivação política é um agravante na Itália. Claro: roubar e usar o dinheiro para matar ou derrubar governos eleitos é mais grave do que para uso próprio. No Brasil, é justificativa para tudo, na tradição de nossa "esquerda revolucionária": a nobreza da causa, os fins justificam os meios, é tudo em nome do povo e da liberdade (sic).

Não, ministro, a Itália não é nóis. Tem uma tradição democrática e judiciária muito mais sólida do que a nossa, não recorreu ao terrorismo de Estado, a tribunais de exceção, prisões ilegais e torturas, mesmo nos "anos de chumbo". O Estado italiano apenas se defendia de movimentos que queriam derrubar o governo democrático pelas armas e instalar... nem eles sabiam o quê.

Apoiando Tarso, a tese da marolinha diplomática de Lula: "Temos uma relação tão forte com a Itália que não será um exilado que vai trazer animosidade nem com eles nem com o G-8." Berlusconi, a torcida do Milan, do Inter e da Juventus devem estar pensando a mesma coisa: "O Brasil não vai querer brigar com a Itália e o G-8 só por causa de um terroristazinho."

Criado na cultura do churrasco sangrento, em cavalgada desabrida pelos pampas da História, como um anti-Garibaldi sem Anita, Tarso Genro deve estar pensando que na Itália tudo acaba em pizza.
Artigo de Nelson Motta no jornal O Globo

2 comentários:

Xadrez Etílico disse...

Sou conspiracionista, num tem nada de soberania nacional, o que está acontecendo é uma preparação para a guerra, caso o PT perca o poder, ele já estará aparelhado com terroristas de calibre para o golpe maior na democracia, dando abrigo aos criminosos alinhados ideológicamente.
Brasil, reaja! - Se você estiver dirigindo e ver um desses criminosos atravessando a rua, atropele! - Parafraseando a esquerda: "Será o sacrifício de poucos em benefício da maioria.", ou então, foi uma decisão soberana do meu veículo, faltou freio!

Fernando disse...

O Brasil perdeu a mão nessa história, forçaram a barra e agora estão com o abacaxi nas mãos e não sabem o que fazer com ele.
O ministro apostou que a Itália iria deixar para lá essa conversa de asilo e perdeu, mas não foi só o ministro quem perdeu, o Batráquio Boquirroto também está nesse barco, pois se ele der aval e o terrorista ficar teremos problemas diplomáticos com um membro do G8 e o Brasil irá ter problemas sérios de mercado e de capital quando a Itália tiver que votar alguma coisa a favor do Brasil, e se eles recuarem e devolverem o bandido a perda de prestígio dos esquerdiotas será grande e para o projeto de poder da PTralhada um golpe desses será fatal.
É isso que dá colocar gente sem compromisso ético e moral para dirigir uma nação eles só fazem o que acreditam, não usam o bom senso para nada e acabam se enfiando em confusões como essa.
E o nome do Brasil vai sendo jogado na lama da história do mundo mais uma vez.